Para onde vão os hashis do Rock?

Responda rápido: quando você vai ao Rock and Honda comer o melhor temaki da cidade – ou uramaki ou hossomaki, ok, vamos ser humildes –, qual você supõe que seja o destino dos “2 palitos” que você maneja entre os dedos para comer as nossas iguarias?

a) Lixo.

b) Lixeira.

c) São tratados e encaminhados para uma associação local de artesãos, que usam os hashis como matéria-prima para criar produtos diversos.

Por semana, somente nas duas unidades do Rock and Honda em Maringá, são colhidos aproximadamente 1.500 pares de hashis, que são direcionados para reciclagem e chegam às mãos dos artistas independentes que fazem parte da Associação de Artesãos Santo Antônio. A partir daí, rola muita imaginação e criatividade para fazer dos hashis descartáveis um porta-cartão, porta-moeda, porta-retrato, difusor, jogo americano para pratos, porta-caneta, caixinha para guardar maquiagem, além de itens de decoração que é pra deixar qualquer um admirado com o talento dessas pessoas. O Buda se explode de orgulho.

A Associação de Artesãos Santo Antônio originou em 2004 com um grupo de 20 senhorinhas <3 que faziam objetos à mão na paróquia do bairro Santo Antônio. O trabalho era voluntário e os lucros que conseguiam iam para a Rede Feminina de Combate ao Câncer. Um dia o presidente do bairro as convidou para montar uma feirinha e a aceitação do rolê foi bem positiva. Quatro anos depois, a Associação foi fundada e é presidida até hoje pela artesã Marie Sakamoto, que é uma queridona e realiza um trabalho admirável com mais de 30 artesãos. “Todos estão empolgados e motivados, porque são raras as vezes que podemos trabalhar com ‘madeirinha’, e é diferenciado, possibilita criar inúmeros produtos. Todos tem total liberdade para fazer o que quiser, porque cada um tem sua fonte de inspiração, acontece muita troca e isso estimula a criatividade”, comenta.

Em 2 meses, foram produzidos à mão 27 produtos diferentes, com uma escala grande e variada. Adeptos da Economia Solidária, os membros da associação colocam os produtos à venda por uma bagatela de R$ 3 a R$ 25 em feiras pela cidade, como as organizadas pela prefeitura. E isso é muito lindo, porque a gente compra direto de quem faz e ainda fortalece a cena de pequenos comerciantes. Se não encontrar as feirinhas, podem ligar no (44) 3267-8057.

Para Leonado Gohara, diretor-sócio do Rock, todo lixo que é descartado pela temakeria é mais fácil de encontrar uma destinação correta, menos os hashis por conta do material. “E deu muito certo quando encontramos a associação com a ajuda da empresa Geração Social, nossa parceira. Esse projeto só somou, porque também está ligado aos propósitos do Rock and Honda, que é o estímulo e visibilidade para a arte e cultura locais, além de ajudar na geração de renda da comunidade e dar um descarte apropriado aos resíduos.”

O Buda te convida a ser mais consciente e também separar o lixo que você produz.

Custa nada. Ou melhor, custa o futuro de todos nós.

Recicle. ♻✌