2017, o ano em que (re)descobriram Stephen King

Para os fãs dos livros que flertam com a fantasia/horror do prolífico autor norte-americano Stephen King, 2017 foi um prato cheio. Mesmo quem não leu nada escrito por King, pode-se dizer familiarizado com a sua bibliografia, já que Hollywood é uma fã declarada das histórias macabras narradas por ele, então os produtores compram os direitos autorais e adapta os romances para o cinema ou em formato de séries para a TV.

De tabela, conhecemos as obras de King por conta de vários filmes, inclusive clássicos, como “O Iluminado” (1980), de Stanley Kubrick, que coloca um Jack Nicholson bem loucão seguindo a família com um machado. Antes deste, o cineasta Brian De Palma levou pras telonas “Carrie – A Estranha” (1976), sobre a garota que se vinga dos colegas de classe durante o baile de formatura. Outros títulos que valem menção e são ótimos são “Um Sonho de Liberdade” (1994) e “À Espera de um Milagre” (1999), ambos dirigidos por Frank Darabont, um grande admirador de Stephen King e que também adaptou em 2007 o livro “O Nevoeiro” para o cinema, resultado em um filmaço com um dos desfechos mais devastadores dos últimos anos.

Falando em “O Nevoeiro”, a Netflix achou uma boa idéia fazer uma série baseada no livro neste ano. Ficou uma bosta, só rolou a primeira temporada e aí já cancelaram. Em 2017, “O Nevoeiro” foi só 1 dos 6 livros e contos assinados por King que ganharam versão audiovisual. É curioso analisar esse fenômeno de como King consegue ser acessível e ter boa resposta do público, mesmo que nem todas as adaptações fiquem boas no fim das contas.

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Outra série – essa bem mais interessante – que leva o nome de Stephen King nos créditos é “Mr. Mercedes”, suspense que acompanha um psicopata que rouba uma Mercedes e saí matando geral. Alguém aí remeteu a “Christine, o Carro Assassino”?

Já pro cinema, King ressurgiu em quatro filmes. Qual outro autor tem a sua literatura tão aproveitada assim na máquina capitalista que é Hollywood? Dois filmes são produções da Netflix, o ótimo “Jogo Perigoso” e “1922”, que conta a história de um fazendeiro que conspira matar a esposa para quitar um problema financeiro. Alguém aí lembrou de “O Iluminado”? É meio chato dizer que King se copia, o Buda também acha que não, mas vamos lá, o cara se repete um pouco. Ele tem obras originais que deram fôlego pro gênero, mas com certeza rola aí uma reciclagem de idéias.

“A Torre Negra” também chegou aos cinemas neste ano e é adaptado de uma série de livros de King. Mas o filme não foi muito bem aceito pela crítica e foi um fracasso de bilheteria. Diferentemente de “It – A Coisa”, daquele palhaço dos infernos que atormenta a pacata cidade de Derry, e aí, numa pira “Conta Comigo” versão terror, cinco crianças vão tentar impedir o palhaço de iniciar uma nova onde de assassinatos. “It” se tornou o filme de horror de maior bilheteria nos Estados Unidos, ultrapassando a respeitada marca de “O Exorcista” (1973). Isso é muita coisa! E o filme ficou bem bacana, o diretor argentino Andy Muschietti conseguiu captar muito bem o espírito da história original, fazendo um filme bem melhor do que a série de TV exibida no início dos anos 1990.

Para quem se interessar, aqui vão mais algumas produções adaptadas da obra de Stephen King e que estão disponíveis na Netflix:

  •  Cemitério Maldito (1989)
  • Celular ou Conexão Mortal (2016)
  • Pacto Maligno (2014)

No entanto, se você quer conhecer mesmo a obra do autor, tem que ler o que ele escreveu. Parafraseando a saudosa MTV, o Buda sugere desligar a TV e ir ler um livro.